segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lista das espécies de maior IVI* em mata ciliar do Rio Purus

SANTA ROSA DO PURUS
 
 
Espécie
Família
Nome Vulgar
Inga sp.
Mimosaceae
Ingá
Hevea brasiliensis
Euphorbiaceae
Seringueira
Iriartea deltoidea
Arecaceae
Paxiubão
Astrocaryum ulei
Arecaceae
Murmuru
Alexa grandiflora
Fabaceae
Melancieira
Manilkara paraensis
Sapotaceae
Maçarandubinha
Calycophyllum sp.
Rubiaceae
Mulateiro
Dialium guianense
Moraceae
Tamarindo
Euterpe precatoria
Arecaceae
Açaí solteiro
Anona sp
Annonaceae
Ata brava
Ficus maxima
Moraceae
Gameleira
Zanthoxylum pterota
Rutaceae
Espinheiro
Ceiba pentandra
Malvaceae
Samauma branca
Cassia fastuosa
Caesalpiniaceae
Bajão
Lecythis sp.
Lecythidaceae
Castanharana
Pouteria sp.
Sapotaceae
Abiurana rosa
Eschweilera sp.
Lecythidaceae
Ripeiro vermelho
Sapium sceleratum
Euphorbiaceae
Burra leiteira
Ephedranthus amazonicus
Annonaceae
Envira Preta
Pithecellobium sp.
Mimosaceae
Ingá dura





MANOEL URBANO/SENA MADUREIRA


Espécie
Família
Nome Vulgar
Ocotea glomerata
Lauraceae
Louro abacate
Pouteria bilocularis
Sapotaceae
Abiurana
Attalea butyracea
Arecaceae
Jaci
Castilla ulei
Moraceae
Caucho
Optandra tubicina
Olacaceae
Castanha de cutia
Astrocaryum ulei
Arecaceae
Murmuru
Theobroma cacao
Malvaceae
Cacau
Bactris gasepaes
Arecaceae
Pupunha
Ocotea miriantha
Lauraceae
Toarí
Couratari macrosperma
Lecythidaceae
Tauari
Erythrina glauca
Fabaceae
Mulungu
Attalea phalerata
Arecaceae
Urucuri
Aspidosperma auriculatum
Apocynaceae
Carapanaúba amarela
Frichilia quadrifuga
Meliaceae
Breu maxixe
Parkia sp.
Mimosaceae
Angico
Bactris sp.
Arecaceae
Pupunha brava
Erythrina sp.
Fabaceae
Mulungu de capoeira
Pourouma sp.
Cecropiaceae
Toren amarelo
Euterpe sp.
Arecaceae
Açaí
Xylopia benthami
Annonaceae
Envira amarela







* IVI = Dominância + Densidade Relativa + Frequência Relativa
 



domingo, 5 de maio de 2013

Material de Extensão

Banner Geral



Banner de Manoel Urbano



Banner de Sena Madureira


Questionário de avaliação da apresentação



Marcador de Livro


Panfleto de Manoel Urbano



Panfleto de Sena Madureira



Apresentação Geral

Folder de divulgação

Amazônia deve se preparar para nova matriz energética

* Ecio Rodrigues 

A Amazônia sempre teve papel proeminente na matriz nacional de energia elétrica, já que 70% da energia gerada no Brasil são provenientes de hidrelétricas. Agora, a região deve se preparar para as inovações que advirão, diante da imposição legal de universalização do atendimento.
Ocorre que, se por um lado, a construção de hidrelétricas tem importância significativa na produção de riqueza na região – seja durante a obra, seja no período de tempo indeterminado de produção de energia elétrica –, por outro lado, o aproveitamento da força das águas encontra limitações para o atendimento das populações isoladas.
A despeito das diversas definições conferidas ao termo “comunidades isoladas”, essas populações têm em comum a condição de não dispor de acesso ao Sistema Interligado Nacional, SIN; por essa razão, dependem da energia elétrica gerada nas proximidades de sua localização.
Essas populações não têm acesso ao SIN porque o transporte do produto energia elétrica até a respectiva comunidade isolada é mais caro que a instalação de alguma fonte de geração na própria localidade. Em tal contexto, portanto, a busca por opções de geração de energia adequadas ao potencial existente em cada localidade se torna uma prioridade para a política pública.
Onde ocorrer suficiente força de vento – como no caso do litoral do Amapá –, deverá ser dada primazia ao aproveitamento da energia eólica, oriunda da velocidade e permanência dos ventos, de forma independente ou conjugada com outras fontes.
Da mesma forma, nos locais onde eventualmente houver sol em quantidade e periodicidade satisfatórias, a preferência deverá ser pelo emprego da energia solar, em conjunto com outras fontes.
E, finalmente, num estado como o Acre, onde não há vento e sol com potencial de aproveitamento, mas existe biomassa florestal em quantidade passível de ser manejada para queima em caldeiras e geração de energia elétrica, essa fonte – que é adequada aos ideais de sustentabilidade como o são a solar e a eólica – deve ser objeto de prioridade pública.
É bem provável, por sinal, que a biomassa florestal seja a fonte de energia elétrica mais abundante na região. Além da fartura de biomassa florestal, a outra boa notícia é que já existe tecnologia apta a possibilitar tanto a produção florestal de matéria-prima para a queima quanto a construção das caldeiras.
Vale dizer, em termos tecnológicos, não há empecilhos que obstem o aproveitamento da biomassa florestal para a geração de energia elétrica.
Afora sua extraordinária importância para o atendimento das populações isoladas, a queima da biomassa florestal para fins energéticos surge também como importante atividade econômica, na medida em que a energia elétrica produzida pode ser vendida ao SIN.
De fato, mesmo com a construção de novas hidrelétricas, a demanda crescente por energia elétrica tornará a oferta desse produto um excelente negócio pelos próximos 20 anos, no mínimo. O que significa dizer que os produtores que puderem gerar energia elétrica, pelas características próprias de sua atividade produtiva, certamente irão entrar nesse negócio.
Por fim, a geração de energia elétrica por meio da biomassa florestal possui um diferencial frente às outras fontes, que merece atenção da política pública: o potencial para criar e consolidar um conjunto de atividades econômicas em cascata.
A produção de energia elétrica com biomassa florestal solidifica aglomerados econômicos num setor produtivo novo e sustentável. Melhor, impossível. 

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

domingo, 28 de abril de 2013

Energia elétrica e extrativismo na Amazônia

* Ecio Rodrigues
 
No Brasil, a definição de um marco Legal para o setor de energia elétrica ocorreu no início dos anos 2000, sob duas diretrizes fundamentais: universalização do acesso e modicidade da tarifa cobrada do consumidor. Assumiu-se como prioridade de política pública que todos os brasileiros deveriam ter acesso à energia elétrica, e que o preço cobrado por essa energia deveria ser o menor possível.
Certamente, as duas diretrizes representam um grande desafio para o país, mas, no caso da Amazônia, esse desafio assume proporções ainda maiores. Com efeito, a Amazônia é a região onde se cobra a tarifa mais cara do país; ademais, o Sistema Interligado Nacional não chega às populações do interior, o que limita o acesso a fontes de energia elétrica.
Acontece que, para que a universalização ocorra, não basta a satisfação de demandas mínimas, que podem ser atendidas, por exemplo, com o fornecimento de energia suficiente para um bico de luz e uma tomada para a televisão. Esse tipo de fornecimento, limitado, já foi tentado na região, mediante a execução de um programa voltado para a geração de energia solar, e que pretendia cumprir a diretriz da universalização para as populações isoladas por meio da distribuição e instalação de placas fotovoltaicas, aptas a reter a energia do sol.
O resultado foi decepcionante. Em primeiro lugar, em função das dificuldades para se manter em funcionamento um sistema caro e que exigia do produtor muita disciplina, já que ele tinha que operar o coletor de energia e a bateria para armazenamento – tudo isso, diga-se, num ambiente em que, por mais incrível que pareça, às vezes, há sol e muitas vezes, não.
Por outro lado, mesmo quando o sistema, em situações excepcionais, funcionava adequadamente, a energia ofertada não tinha potência para possibilitar o desenvolvimento de atividades produtivas que beneficiassem a dinâmica econômica local – o que, por sua vez, poderia levar à melhora da qualidade de vida das famílias e ao consequente aumento do IDH. No final das contas, o que o sistema garantia, de fato, era o funcionamento de uma TV para assistir-se às novelas.
Com o fim do programa, outra experiência chegou a ser engendrada, a fim de resolver o problema da oferta de energia elétrica para comunidades isoladas na Amazônia. Numa ação conjunta, os Ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia instituíram o Programa Nacional de Energia e Extrativismo, conhecido pela sigla Pnaeex, uma iniciativa que, infelizmente, foi abortada ainda no nascedouro, em 2003.
Admitindo a impossibilidade de fornecer-se energia solar ou eólica às comunidades isoladas, o Pnaeex previa a geração de energia elétrica por meio de termoelétricas movidas a óleo de espécies florestais.
O raciocínio era o de que, num município como o longínquo Jordão, no Acre, é possível encontrar-se a tipologia de floresta aberta com palmeira, que pode garantir a oferta natural de óleos florestais por meio da tecnologia do manejo florestal.
Todavia, queimar o óleo florestal em motores movidos a diesel não é tarefa fácil. Há duas possibilidades: ou se modifica o motor, ou se modifica o óleo florestal. No primeiro caso, já existem experimentos internacionais com motores que possuem uma pré-câmara para o aquecimento do óleo florestal e a quebra das cadeias longas de carbono, o que permitiria a combustão, como ocorre com o óleo diesel.
A segunda opção é a chamada transesterificação. Trata-se da quebra química das cadeias de carbono do óleo florestal, mediante a adição de etanol, que, por sua vez, pode ser produzido com o plantio de cana-de-açúcar – embora o plantio de cana sempre esteja associado ao risco de ocorrência de impactos ambientais.
Enfim, levar energia elétrica para os amazônidas dispersos no interior do ecossistema florestal ainda é um desafio a ser vencido. 

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).

domingo, 21 de abril de 2013

Fórum da ONU ressalta valor econômico das florestas

* Ecio Rodrigues 

Instituído pela Organização das Nações Unidas em outubro de 2000, no âmbito do Conselho Econômico e Social, o Fórum sobre Florestas esteve reunido do dia 8 ao dia 19 de abril último, em Istambul, na Turquia, para discutir o destino das florestas no mundo e sua importância para o processo de desenvolvimento econômico dos países.
Trata-se da décima reunião desse importante fórum, que avança, prioritariamente, na discussão de duas diretrizes fundamentais. A primeira diretriz reforça a necessidade de os países reconhecerem o valor econômico dos diversos tipos de florestas existentes no mundo. Seja na oferta de sua mais importante matéria-prima, a madeira, seja na oferta dos chamados serviços ambientais, relacionados à quantidade e qualidade da água e do ar, as florestas precisam alcançar maior valor econômico que os usos alternativos do solo.
Entenda-se por usos alternativos do solo o desmatamento das florestas para cultivos de alimentos e, mais recentemente, o cultivo de oleaginosas agrícolas (leia-se soja), destinado à produção de óleo vegetal para queima nos motores a óleo diesel. Há consenso no fato de que, enquanto um hectare de plantio de soja trouxer maior retorno econômico que um hectare com 150 espécies florestais diferentes, o risco de perda de florestas irá ampliar-se de forma exponencial.
A redução do risco de perdas acentuadas de áreas florestais é a segunda diretriz adotada pelo Fórum sobre Florestas da ONU. Ocorre que há no mundo um contingente de “mais de 1,6 bilhão de pessoas que dependem das florestas, incluindo comunidades indígenas”, conforme afirmou o Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Wu Hongbo, concluindo que “os serviços fornecidos pelas florestas continuam sendo subestimados, desvalorizados e super explorados”.
Continuando, Hongbo considera que “há provas de que tais impactos, originados pelos desmatamentos, dificilmente ficam dentro das fronteiras nacionais”, notando que “frequentemente, as consequências são além-fronteiras”. O que torna o desmatamento um problema mundial.
Não sem razão o tema da décima reunião do Fórum sobre Florestas é “Florestas para o Desenvolvimento Econômico”. A ideia principal é convencer os países a atuar no sentido de promover os seus mercados para ativos florestais e, ao mesmo tempo, tornar mais eficazes os mecanismos de licenciamento e controle dos desmatamentos.
Acredita-se que a estruturação do mercado de carbono irá contribuir para a ampliação da competitividade do ecossistema florestal, do mesmo modo que a cobrança pela água produzida pelos particulares detentores de recursos florestais irá contribuir para melhorar o desempenho comercial das formações florestais, nativas ou plantadas.
Todavia, ainda há um abismo político e tecnológico a ser superado para que a valoração dos ativos florestais venha a ocorrer – o que exige maior atenção de todas as nações. Além de investir na promoção da ciência e da tecnologia destinadas à compreensão da interação que existe entre as formações florestais, o ar e a água, é necessário, sobretudo, instituir sistemas de desestimulo ao uso alternativo do solo por culturas agrícolas.
Atualmente, no mundo, a área de terra que já foi desmatada e que se encontra degradada ou subutilizada seria suficiente para atender à demanda agrícola e de biocombustíveis, sem que houvesse necessidade do desmatamento de novas áreas. Todos reconhecem as dificuldades políticas para taxar os usos alternativos do solo, tendo em vista a influência direta dessa taxação no preço da comida ou do combustível, mas a o incentivo ao uso das áreas já desmatadas é plenamente viável.
A conclusão é uma só: ampliar o valor da floresta na Amazônia é o caminho para resolver a maior mazela econômica da região – o desmatamento. 

* Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).